Coisas que Esquecemos!

24 nov

E falando em Antoine de Saint-Exupéry…. Dias atrás tratava com amigos a respeito de uma singela chamada “O Pequeno Príncipe” do escritor Antoine de Saint-Exupéry , alguns o definem como um livro infantil. Tive a oportunidade de lê-lo há alguns anos atrás, foi uma leitura que me deixou muitas boas impressões e marcou-me muito! Marcou-me por ser uma obra extremamente profunda em muito sentidos e pela simplicidade. As coisas belas geralmente não precisam ser complicadas e de difícil leitura. Um trecho em particular me chama bastante atenção que é o dialogo entre o menino e a raposa, porque me fez lembrar que no decorrer da vida esquecemos muitas coisas importantes, por este motivo quando o vi neste blog resolvi publica-lo aqui também!

O PEQUENO PRÍNCIPE E A RAPOSA
Então a raposa apareceu.
– “Bom dia”, disse a raposa.
– “Bom dia”, o Pequeno Príncipe respondeu educadamente. “Quem é você? Você é tão bonita de se olhar.”
– “Eu sou uma raposa”, disse a raposa.
– “Venha brincar comigo”, propôs o Pequeno Príncipe. “Eu estou tão triste.”
– “Eu não posso brincar com você”, a raposa disse. “Eu não estou cativada.”
– “O que significa isso – cativar?”- “É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam”, disse a raposa. “Significa estabelecer laços.” “Sim”, disse a raposa. “Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas sem você me cativar então nós precisaremos um do outro”.

A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse:
– “Por favor cativa-me.”
– “O que eu devo fazer para cativar você?”, perguntou o Pequeno Príncipe.
– “Você deve ser muito paciente”, disse a raposa. “Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia.”

No dia seguinte o principezinho voltou.
– “Teria sido melhor voltares à mesma hora”, disse a raposa. “Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens por exemplo a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos”.

Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele.
– “Oh!”, disse a raposa. “Eu vou chorar”.
– “A culpa é sua”, disse o Pequeno Príncipe, “mas você mesma quis que eu a cativasse”. – “Adeus”, disse o Pequeno Príncipe.
– “Adeus”, disse a raposa. “E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.”

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