Tchau Memória, Tchau!

17 ago

Lá estava eu, trabalhando como de costume. Tentava dar aula aos meus alunos, sem o costumeiro silêncio e atenção de sempre , aliás, coisa rara nos dias de hoje. Não que estes estivessem salientes, muito pelo contrário! Estavam tentando a todo custo ouvir minhas palavras e o conteúdo que estávamos tratando , em meio a uma algazarra de tratores, pás e picaretas que insistiam em se intrometer, em meio ao discurso sobre tema ora tratado.

No entanto, o que mais irritava e desconcentrava, não era o som cacofônico vindo da obra , antes a obra em si, que remexia com a calçada centenária logo em frente.

Pensei comigo como pode, desmontarem assim o passado , reclamei e esbocei comentários irritados e apaixonados à alguns colegas sobre a falta de respeito a História, pois, a tal obra se tratava de um projeto de “modernização” (ops) de revitalização da rua.

Em meio ao colóquio que fazia acerca da obra,um deles trouxe-me um jornal que explicava “tudo” sobre a obra em questão , comentava ainda, que o piso seria removido e depois recolocado sobre uma nova base de concreto vermelho ao qual uma parte do calçamento CENTENÁRIO deveria dar lugar.

O lugar ficaria lindíssimo! Assim os paralelepípedos que configuravam uma cenário nostálgico á parte, eram retirados e jogados por um trator sobre a caçamba do caminhão , indo-se sabe lá onde , assim como a memória do lugar.

Os trabalhadores concluíam seu trabalho em um pleonasmo vicioso , assim como a ingerência e a falta de sensibilidade, cumpriram o seu .

 

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