Sobre Dona Marisa e as Liberdades com a Liberdade de Imprensa

2 fev

Hoje, tivemos a notícia do falecimento da ex-Primeira Dama, Dona Marisa esposa do ex-Presidente Lula. Um fato realmente lamentável e bastante triste no qual me solidarizo ao ex-Presidente em sua dor, na perda da companheira, esposa e mãe que o acompanhou durante uma vida.
Porém, este fato me parece apenas, o resultado, até mesmo o efeito de uma guerra declarada pela forças retrógradas e elites tradicionais , que neste momento figuram através de poderes ilegitimamente constituídos, que tem na grande mídia sua face mais expressiva.
A mídia parcelária, que apresenta apenas uma parte deslocada da realidade, tautista e vendida, e que tem crescido ano após ano à sombra da miséria humana e na desconstrução de valores tão caros a qualquer sociedade como democracia, compaixão e valores humanos, priorizando o discurso de ódio e a violência, na qual a sociedade está imersa.
Muitos jornalistas, jornais e pessoas de um modo geral, diriam que a imprensa é um órgão apartidário, imparcial e que tem por obrigação levar às pessoas informação e a verdade dos fatos, esquecendo que a mídia como outro sujeito na sociedade, à grosso modo, é um sujeito interessado, que pertence a um determinado segmento da sociedade, que possui uma certa mentalidade e um conjunto de valores os quais pretensamente traveste de universais em busca de encobrir seus próprios interesses.
Interesses, valores e mentalidade que vicejaram á sombra do autoritarismo, os ataques aos direitos humanos, ódio de classes e o medo do progresso social que lhe tem custado audiência e patrocinadores, que levaram e reforçaram elementos que conduziram ao estado de golpe que hoje vivemos e ao clima antidemocrático que se faz sentir na repressão as vozes discordantes das ruas, na invisibilização e distorção de problemas sociais importantes como a violência contra a mulher e a discriminação não presentes no ódio à Dilma, as atitudes arbitrárias que atentam contra o interesse coletivo impetradas pelos poderes, as constantes ataques oficiais e extraoficiais propagados por ações, movimentos no Congresso e ataques de trolls e haters nas redes sociais, que visam calar e desqualificar qualquer elemento crítico que se oponha a estes interesses.
Neste sentido, o falecimento de Dona Marisa, ganha um novo tom, arrastada neste redemoinho de acontecimentos produzidos por estes interesses pseudo moralistas, político-democráticos e os discursos de ódio propagados neste contexto desferidos contra seu marido, se viu diuturnamente estampadas em jornais, revista, programas de televisão e jornalísticos que igualmente aproveitaram para lhe promover um linchamento moral.
O linchamento teve segmento com a divulgação de ligações pessoais entre mãe e filho à pretexto de “trazer luz à realidade dos fatos”, trazer “informação ao publico”, gerando uma onda de ódio contra sua pessoa, que provavelmente contribuíram para que o seu estado de saúde se agravasse.
Não satisfeitos em simplesmente envolvê-la sem provas em um “escândalo” sem escândalo, ou seja, em um conjunto de denúncias infundadas, expuseram seu estado de saúde questão sobre a qual deveria pairar o sagrado sigilo médico do paciente, levaram ao conhecimento publico imagens de tomografia, resultados de exames sigilosos à publico, atraindo os discursos de ódio e mesmo a imprensa ao local de tratamento de Dona Marisa.
O discurso de ódio contra Marisa tomou as redes sociais! Pessoas desejando sua prisão, o pior a sua família, sua morte e quem sabe dando até origem alguma sinistra rede de oração ou corrente desejando o seu pior a uma pessoa a qual sequer conheciam! Isto é muito triste!
A nossa sociedade deveria sentir vergonha, por assentir e participar disto!
Infelizmente o pior ocorreu e a Primeira Dama veio a falecer!
A mídia em geral age como sempre agiu! Depois de agredir de modo incansável e implacável, Dona Marisa e Lula, relativizam sua morte! Se calam sobre ela e sobretudo sobre o seu papel neste teatro de sombras, onde a imprensa bate e esconde a mão! Não há meá culpa! Não há falecimento e sim morte cerebral! Escondem e fazem pouco caso da sofrimento da família de Lula e Marisa e de sua grande gesta ao doar os órgão de um ente querido a alguém que precisa!
Portanto, não se espante se a mídia noticiar que alguém negou-se a receber o órgão de uma “petralha”, se a imprensa começar a apresentar os receptores como atrações circenses à despeito de seu escárnio, que algum maluco nazifascista faça acampamento à porta destas pessoas e consequentemente promova ações de ódio contra os mesmos, afinal a nossa sociedade perdeu um de seus valores mais importantes o amor ao próximo!
Meus sentimentos à Lula e toda sua família que estão passando por este momento tão sofrido!
Que possamos acordar deste pesadelo e que isto sirva de algum modo para que possamos refletir e agir em direção a algo melhor!

O Julgamento Simbólico do Governador Beto Richa Promovido pela UFPR-TV – Finalmente Disponível

10 maio

Para aqueles que por algum motivo não conseguiram visualizar o evento na ultima Sexta-feira, dia 08/05/2015, segue abaixo o vídeo na integra.

O Julgamento Simbólico do Governador Beto Richa Promovido pela UFPR-TV

8 maio

O julgamento do dia 29 de Abril será transmitido pela UFPR-TV. Clique no Link abaixo, para assistir ao vivo.

Referencia: do Blog do Esmael

mms://multimidia.ufpr.br/tvufpr

Transmissão encerrada, às 22h00.

Sobre a Greve dos Professores Aqui no Paraná

4 maio

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Falar sobre a Greve dos Professores no Paraná, parece, e é o assunto do momento, vejo, leio e ouço coisas aqui e ali. Muita gente se manifestando por todos os cantos, pelas redes sociais, jornal, revista, enfim por todos os meios possíveis. A comoção é geral!

Vejo gente tentando, para o meu espanto buscando, justificar como legítima a atitude tomada pelo Governo do meu Estado.

Tenho à dizer que a tarefa e a Profissão de Professor, assim com P maiúsculo, a cada dia torna-se mais penosa e difícil. A profissão e seus profissionais se acham desvalorizados e abandonados à própria sote, vítimas da sociedade, que “deseja” educação. Assim entre aspas mesmo, pois constantemente no ato de transmitir o saber acumulado e mesmo alguns valores cívicos e sociais, os Professores se acham violados e prejudicados em seu papel por parte da sociedade, aliás, uma parte representativa e hipócrita dela que vê a Escola e seus profissionais, como um depósito e seus respectivos Profissionais como babás, que devem atender e se possível ( ou obrigatoriamente) reproduzir os valores privados dos educandos e seus país.

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Isto já faz parte do imaginário social e está por toda parte, a ideia de sacerdócio, como uma dedicação intensa e desinteressada, uma missão. Sendo que sacerdócio como termo, na sua acepção mais profunda, ou seja no seu significado original, significa “livre para o ócio”, isto é, tudo que o Professor não é! E pelo andar da nossa sociedade parece que nunca será!

Já que este profissional, categoria na qual me incluo, se vê o tempo todo sujeito à jornadas intermináveis de trabalho, por conta dos baixos salários.

Um processo de formação contínua, que exige horas de estudo e dedicação constante e que não são reconhecidas financeiramente e tão pouco socialmente, uma vez que diariamente vemos a mídia em geral vender o discurso de incompetência da Escola Publica e seus Profissionais, para vender-lhes coisas.

Recentemente surgiu ainda, um discurso pseudo-religioso que visa tolher determinadas discussões e um pretenso discurso reacionário, de que qualquer discurso que se oponha a realidade tal e qual ela é apresentada ou que venha ousar a contrapor-se ao discurso único midiático é um discurso de esquerda, mesmo que para isso se utilize teóricos da própria direita para refletir sobre questões relativas ao abuso do poder, o papel da mídia e sua ideia seletiva de verdade entre outras reflexões, tornado qualquer debate sem mérito ou valor; entre tantos problemas que afetam a Escola, que jaz. E que jaz sobre tantos outros problemas, inclusive ou principalmente de ordem estrutural. Quando falo de estrutural, não falo de questões de nível quase abstrato a população e mesmo das discussões infindáveis que se dão acerca da melhor concepção pedagógica de educação, falo da estruturas das escolas (aquela de pedra e tijolo, madeira ou palafitas), que visivelmente caem aos pedaços ante aos olhos de todos, sem que muitas vezes nada se diga.

É neste contexto e neste clima que o Governo decidiu e agiu como agiu, com a certeza da impunidade, que se vê e impõe-se as Escolas como um todo. Pois, a educação é apenas um discurso útil e que se faz útil, que elege, mas não destitui e no final das contas significa nada. Ou seja, o fez porque sentiu-se seguro nesta estrutura hipócrita, ou de hipocrisia de gabinetes e da justiça, que finge que acusa, finge que condena, finge que prende, mas não finge que engaveta. Neste jogo de fingimento, o mar se torna revolto, a tempestade se enuncia no horizonte e do mesmo modo as águas se acalmam e tudo volta à paz de outrora e a vida segue.

Contudo, espero realmente, que neste episódio a justiça se faça, que o mar se agite revolvendo o fundo e trazendo à tona aquilo que estava encoberto, que a indignação que agora se enuncia não se cale, que a lembrança deste momento não seja apenas uma coleção de dias na História da Educação do Paraná, que tem o seu 30 de Agosto, morto na ultima eleição por 77% de votos, infâmia praticada contra os Professores e a Educação que se transformou em uma memória carcomida pelo tempo, temos agora o 29 de Abril e finalmente um 1° de Maio verdadeiro, com protesto e luta, sem sorteio ou festinha, para serem lembrados, e espero nunca esquecidos pela Bancada do Camburão e muito menos pelo Governo e o grupo que aí estão.

Pois como dizia Mario Quintana, no seu “Poeminha do Contra”, dizia:

Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho

Eles passarão…

Eu passarinho!

Eu sei, mas não devia

4 maio

Faz um bom tempo que tenho planejado voltar a escrever aqui. Planejo todos os dias. Penso na hora certa. No momento certo. Mas, no entanto, esta correlação de coisas nunca se faz presente.
Então escrevo mil posts em minha mente, só para esquecê-los um minuto depois.
Coisa de momento! Deixa pra lá! A quem isso (ou isto) importa!?
Vez por outra vejo um cometário, aqui e ali! Outro dia descobri que virei um problema de Física em uma das tantas Escolas por aí. Parece que aquilo que fazemos não tem tanta importância, mas, para o meu espanto, para algumas pessoas parece que sim?! Interessante…
Esta semana morreu o Abujamra, aquela figura ácida e querida, por um bom número de pessoas, quero crer. Alguém no Facebook (este lugar farto de opiniões, senso comum e revolta inútil – tá bom, não tão inútil assim) postou um vídeo com esta já saudosa figura, declamando o poema de Marina Colasanti, “Eu sei, mas não devia.”, fato que me causou um certo espanto, ao constatar que de uns tempos para cá também eu me acostumei a deixar as coisas para lá, “mas não devia”.

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Pelo “Dia do Professor”

18 out

o oue faz um prof